Breve Profissão de Fé e Declaração Política

O primeiro nome do meu Messias é Jesus, único digno de voto de confiança, pois é o Príncipe da Paz, não um vassalo da violência ou feudatário da ignorância, e o sobrenome dEle é mais que um nome sobre todos os outros, é o título que espelha quem de fato é ungido divino, portanto qualquer proclamado profano é mero fantoche de Mamom brincando de salvador da pátria. Se me devo encontrar elevado a embaixador da parte de Cristo, por que me perder ao me rebaixar a cabo eleitoral de políticos ordinários?

É inacreditável, em pleno século XXI, que ainda se grite Barrabás após a escritura de todo o Novo Testamento e da tradução do mesmo em diversas versões em todos os principais idiomas correntes. É inaceitável, diante de tantos instrumentos extrabíblicos, que não se conheça a confirmação de que foi a política que matou o Filho de Deus. E é inadmissível que grande parte de uma nação autodeclarada cristã se faça admiradora de quem sempre se comportou de maneira vergonhosamente contrária aos ensinamentos do Deus Conosco. A alienação poderia explicar a escolha por um partido estigmatizado pela corrupção, no entanto seria insuficiente para esclarecer a substituição desse por uma família de traidores de amigos e amigos de traidores. Apesar de ter um coração que não cabe no peito, somente um povo que tem um umbigo que não cabe na barriga poderia fazer do egoísmo o ponto de vista que só enxerga a cegueira do ódio como imposição da vingança no lugar da exposição da justiça. Somente uma população infantil, que reage emocionalmente, quando deveria agir racionalmente, poderia se deixar levar por fake news, ainda que sabendo quem é o pai da mentira.

Desafortunada ganância, que faz alguém querer para si tudo o que deseja que outro não tenha, então preferindo o brado do status social temporal ao silêncio da importância espiritual divina. Maldito egoísmo, que faz um homem querer ser melhor que outro, assim tornando-se o avesso do altruísmo do Salvador e distante de Deus ao se negar ser melhor para o próximo. Desgraçada vaidade, que faz o ser humano querer conquistar o brilho efêmero secular, a máscara da opacidade perene espiritual, em vez de se render ao esclarecimento eterno divino. E infame orgulho, que faz o fiel não querer questionar as verdadeiras intenções de falsos líderes religiosos, cobiçosos por isenções fiscais eclesiásticas e outras vantagens, e chancelar, pela vontade de ostentar pertencimento a um grupo vencedor, a entrada democrática no poder da caricatura de um ditador que subestima o maior de todos os poderes humanos, o da gestação, ao cuspir a misoginia na cara da mulher, o ser a quem o Criador confiou a graça de dar à luz a vida.

Políticos não são ungidos de Deus, e sim escolhidos de eleitores. Se Ele não escolhe os capacitados, tampouco capacita os escolhidos. O tempo, senhor da razão, ensina ao escravo da emoção que o Todo Poderoso não exalta falsos humildes, Ele humilha autênticos arrogantes, lição mais que reveladora, análoga às palavras de quem disse que os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos. Admoestação desnecessária quando se lembra de que, onde reina a ganância, imperam o egoísmo, a vaidade e o orgulho, que fazem o medo de errar diante dos homens ser maior que a coragem de acertar diante de Deus. A dor é sempre uma ferramenta pedagógica quando se despreza o amor, quando não se observa que quem perdoa pela graça desmascara quem condena gratuitamente, quando não se cultiva o hábito de dar mérito ao Unigênito, preferindo o nepotismo filial. No coração onde floresce a Estrela da Manhã, não pode haver lugar de destaque para quem desmata o solo fértil dado à procriação da humanidade pelo Pai Celestial. Na consciência, o palco do livre arbítrio, não pode haver espaço de publicidade para figurantes que queiram roubar a cena do elenco principal do Autor da Criação. E nos altares, que jamais deveriam ser transformados em palanques, que em nenhum momento se repita o erro de se trocar Jesus Cristo por um bezerro de ouro.

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